“Coma arroz, tenha fé nas mulheres;
o que eu não sei, eu ainda posso aprender;
se estou sozinha agora, estarei com elas mais tarde;
se estou fraca agora, posso me tornar forte;
lentamente, lentamente.
Se aprender, posso ensinar às outras;
se as outras aprenderem antes,
eu devo acreditar que elas voltarão e me ensinarão.
elas não vão embora do país com seu conhecimento;
e me enviarão uma carta em algum momento.
Devemos estudar todas as nossas vidas;
mulheres vindas de mulheres;
indo para mulheres;
tentando fazer tudo que pudermos
com as palavras.
Em seguida, tentar trabalhar com ferramentas;
ou com nossos corpos.
Tentando ficar o tempo que for preciso;
lendo livros quando não há professores;
ou quando eles estão muito distantes;
ensinando a nós mesmas;
imaginando outras lutando;
devo acreditar que nós estaremos juntas;
e construir confiança o suficiente;
para que quando eu precise lutar sozinha;
eu saiba que há irmãs que
ajudariam se soubessem;
irmãs que viriam
para me apoiar mais tarde.
Mulheres exigindo liberdade;
cada uma com suas necessidades;
nossa vida completamente dilacerada;
pela velha sociedade.
Nunca nos dando o amor ou o trabalho;
ou a força ou a segurança ou a informação;
que nos poderia ser útil;
nunca ajudadas pelas Instituições;
que nos aprisionam.
Quando precisamos de cuidados médicos,
somos abatidas.
Quando precisamos da polícia,
somos insultadas e ignoradas.
Quando precisamos de pais e mães,
encontramos robôs;
treinados para nos manter em nossos lugares.
Quando precisamos de trabalho,
nos dizem para nos tornarmos parte do sistema que nos destrói.
Alimento que nutre;
medicina que cura;
canções que nos lembram de nós mesmas;
e nos fazem querer continuar com o que importa para nós.
Vamos sair de novo
encontrando as mulheres que saem pela primeira vez;
sabendo que esse amor faz uma boa diferença em nós;
afirmando uma vida contínua com mulheres;
devemos ser amantes, médicas, soldadas,
artistas, mecânicas, agricultoras;
todas em nossas vidas;
ondas de mulheres;
tremendo de amor e raiva.
Cantando, nós devemos enfurecer;
beijando, virar e quebrar a velha sociedade;
sem nos tornarmos os nomes que elogiam
as mentes que pagam.
Coma arroz, tenha fé nas mulheres;
o que eu não sei agora,
ainda posso aprender;
lentamente, lentamente;
se eu aprender, posso ensinar às outras;
se as outras aprendem antes,
eu devo acreditar
que elas voltarão e me ensinarão."
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